terça-feira, 18 de agosto de 2009


É confusão no senado
“cala a boca, deputado!”
PT e PSDB infeliz aliado,
O presidente assiste tudo
Muito bem sentado.

“Ah não seja injusta;
O sertão cresce mais que
A China a minha custa."

18% ao ano.
Nossa, que engano!
O verdadeiro desenvolvimento
Consegue só o seu sustento.

Mas quem tem fome
Quer agora.
É! Menos mal por hora.

Ele quer mostrar serviço,
Inaugura um parque por isso.
Dona Lindu 3 vezes aplaudido,
Isso sim é que é serviço.

Tu não és de todo mal,
Também não é sensacional,
De Inteligência orgânica,
Fez-se tua façanha.

O teu tempo já é findado,
Não suborne o eleitorado,
Indicastes novo candidato,
Sei que teu plano é voltar
Sem demora, sem tardar.

Na Bahia, em Recife,
O judiciário está em crise.
Arquivados pra mais de mil,
Processos dormem em papel vil.
O PIB cresce;
O Brasil emerge;
Tecnologia, importação.
E como anda o povão?
Tem emprego, educação?

Desde o principio explorada
Dama verde delinqüida
Por portugueses, conquistada
Pelos franceses, perseguida,

A bela queima como bruxa,
Ainda há inquisição;
Para o abismo o homem puxa,
Por hectares de plantação;

Isso é matança sem perdão,
É suicídio, se engane não.
17% nesse suplicio,
Em 5 anos destruído.
Não é sensacionalismo
É como temos nos punido.

Juliana Melo

Querendo enluarar



Ó lua,
Bela e incandescente,
Permita-me fazer-te
Um pedido indecente:

Quero de ti a majestade,
O brilho, a saudade,
O sonho, a verdade,
Quero ser tu, mistério;
Quero ser-te, segredo.

Juliana lua, eu quero:
Intensidade e desejo;
Toda lua, enluarada,
Sempre tudo,
Quase nada,

Fase some,
Fase grande,
Luz languida, inebriada.
Casada com o sol
Sempre separada.

Debaixo do lençol
Sempre tão quente,
Astro de luz, imensamente.

Amante do mar,
Caso da Terra,
Num vem e vai
Que dilacera, esmera!

Fugidos toques
De brilho carregados,
O amor embalsamado
Por ela;

Ó lua,
Bela e incandescente,
Faz-me tu,
Hoje e sempre.

Juliana  Melo.