quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


Eu quero um novo amor
Quero viver uma paixão
Felicidade sem pudor
Acelerar meu coração

Alguém que me faça rir
Alguém que eu admire
Sem prensar apenas ir
Alguém que me conquiste

Quero sentir a adrenalina
Preciso sentir saudade
Correr nas veias a endorfina
Quero paixão que me invade

Quero um olhar sincero
Quero o sonhado beijo
Ímpeto, eu quero
não agüentar de desejo

alguém que conte piadas
que me mele de sorvete
que durma abraçado
que descubra o macete

alguém que apareça de repente
que me escreva um poema
que sempre lembre da gente
que me leve ao cinema

um homem de verdade
que me encante com um sorriso
que ele n seja covarde
e que de dê o que eu preciso

quero que ele beije meus olhos
e afague meus cabelos
que ele realize meus sonhos
ente a gente sem segredos

quero ir num jogo do Sport
e comer camarão
juntos teremos mt sorte
passar uns dias no sertão

quero mudar os ares
despistar a rotina
mergulhar nesses mares
cantar do amor a cantiga

Juliana Melo


Eu quero movimento
Quero não poder parar
Sentir explodir o sentimento
Sentir o coração disparar

Quero não poder o riso segurar
quero ver a novidade aparecer
quero dançar, viver, quero amar
quero ver a vida me surpreender

quero aproveitar o sol
quero um banho de lua
quero abrir e tomar uma Skol
sentir a água do mar toda nua

quero uma noite bem dormida
mostro a alegria no olhar
nem sempre quero ser compreendida
quero fazer mais do que pensar

afinal o mistério faz parte da conquista
e meu destino é conquistar
nessa brincadeira divertida
vou sorrindo, vou vivendo, falta amar

Juliana Melo

Nossa força ressurge
Mesmo que doa, cure!
Das fraquezas emerge
O amor não acaba, se difere

Medo criado pela mente
Eleve seu pensamento
Você constrói, n alimente;
Faça ser Deus o seu contento

O desenlace, as vezes dói
Para quem vai, libertação
Para quem fica, quase corroi
A saudade mora no coração

Mas tudo se encaminha
Deixe q o bem te envolva
Então entenda, querida filha
O amor não morre, se renova

Juliana Melo

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

um quartinho do meu ser


Eu tenho sede de viver
A mente em pleno movimento
Não tenho medo de morrer
Sou tão concreta quanto o vento

A rotina não existe
Sou o muito da alegria
Quer felicidade? Conquiste!
Não fique só na nostalgia

A encarnação do pecado
A verdade do olhar
O sorriso maculado
As vezes faço sem pensar

A imagem da pureza
A inspiração da vontade
Mais que superficial beleza
Dizem que sou uma beldade

Juliana Melo

Quando quero você de novo


Quando a liberdade não existe
Quando depois do fim se insiste
Quando n se agüenta de saudade
Quando a vontade me invade

Quando não se atinge o desapego
Quando entre nós não a segredo
Quando vc é meu sossego
Quando te quero e tenho medo

Quando não se cansa de esperar
Quando o cansaço se faz presente
Quando desejo não desejar
Quando o desejo me surpreende

Quando anseio tua presença
Quando outro não mais me alenta
Quando sonho com teu beijo
Quando não estais e mesmo assim te vejo

Quando faço planos e não realizo
Quando não me das o que preciso
Quando tento te esquecer e não consigo
Quando teu olhar caminha comigo

Quando lembro as risadas
Quando lembro do mistério
Quando passo nas estradas
Quando me devora o tédio

Quando não quero ir pra aula
Quando quero uma aventura
Quando quero dormir fora
Quando quero ser toda tua

Quando quero afagar teu rosto
Quando quero um romance novo
Quando quero sentir teu cheiro
Quando te apertas contra meu seio

Quando vejo tua partida
Quando tu voltas em seguida
Quando estou aponto de falar:
Volta, vem me amar.

Julina Melo

terça-feira, 18 de agosto de 2009


É confusão no senado
“cala a boca, deputado!”
PT e PSDB infeliz aliado,
O presidente assiste tudo
Muito bem sentado.

“Ah não seja injusta;
O sertão cresce mais que
A China a minha custa."

18% ao ano.
Nossa, que engano!
O verdadeiro desenvolvimento
Consegue só o seu sustento.

Mas quem tem fome
Quer agora.
É! Menos mal por hora.

Ele quer mostrar serviço,
Inaugura um parque por isso.
Dona Lindu 3 vezes aplaudido,
Isso sim é que é serviço.

Tu não és de todo mal,
Também não é sensacional,
De Inteligência orgânica,
Fez-se tua façanha.

O teu tempo já é findado,
Não suborne o eleitorado,
Indicastes novo candidato,
Sei que teu plano é voltar
Sem demora, sem tardar.

Na Bahia, em Recife,
O judiciário está em crise.
Arquivados pra mais de mil,
Processos dormem em papel vil.
O PIB cresce;
O Brasil emerge;
Tecnologia, importação.
E como anda o povão?
Tem emprego, educação?

Desde o principio explorada
Dama verde delinqüida
Por portugueses, conquistada
Pelos franceses, perseguida,

A bela queima como bruxa,
Ainda há inquisição;
Para o abismo o homem puxa,
Por hectares de plantação;

Isso é matança sem perdão,
É suicídio, se engane não.
17% nesse suplicio,
Em 5 anos destruído.
Não é sensacionalismo
É como temos nos punido.

Juliana Melo

Querendo enluarar



Ó lua,
Bela e incandescente,
Permita-me fazer-te
Um pedido indecente:

Quero de ti a majestade,
O brilho, a saudade,
O sonho, a verdade,
Quero ser tu, mistério;
Quero ser-te, segredo.

Juliana lua, eu quero:
Intensidade e desejo;
Toda lua, enluarada,
Sempre tudo,
Quase nada,

Fase some,
Fase grande,
Luz languida, inebriada.
Casada com o sol
Sempre separada.

Debaixo do lençol
Sempre tão quente,
Astro de luz, imensamente.

Amante do mar,
Caso da Terra,
Num vem e vai
Que dilacera, esmera!

Fugidos toques
De brilho carregados,
O amor embalsamado
Por ela;

Ó lua,
Bela e incandescente,
Faz-me tu,
Hoje e sempre.

Juliana  Melo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Juliana


Subjetivo...
Sinestésico...
Observa meu ser
Carregado de significado.
De Presente e de passado.

Pele de sol,
Cabelos de bruma,
Olhos de ninfa,
Amor que cura,

voz que encanta,
Sorrisos, que façanha,
Na boca o coração,
Ela não tem definição.

Não me vejo no que reflete,
Não me enxergo num espelho,
Mais que um corpo
Levo em meu seio
Toda vida que vivi,
Todo sonho que guardo aqui.

É pura tranqüilidade,
É perdão, não tem maldade,
É desejo, fugacidade,
É alegria, sonhadora e atrevida
Vive numa só preguiça.

curiosa de mais;
Conversadora, tem façanha;
Cuidado, você se engana;
Ela se envolve,
Te enlouquece,
Não esmorece,
Mas se encanta.
Essa é uma parte de Juliana.

O tempo levará a matéria
A essência fica sempre, tão etérea.
Tudo q viste e não enxergaste
Foi apenas a ínfima parte
Dessa moça que julgas tão bela.

Juliana Melo

sábado, 18 de julho de 2009

Fuga sertaneja



Uma luz brilha no céu.
Reflete sua sombra lânguida no chão.
Sob o sol acachapante do sertão,
Segue caminhando uma magra silhueta.
Será que busca pão?
Será que na mão leva uma caneta?

A quilômetros esta a escola mais próxima,
Carente até de porta,
Mais distante ainda está o alimento.
O corpo segue carregando,
Sobre o ombro o desalento.

Não se sabe para trás o q está deixando
Talvez não haja nada para deixar.
Onde mora o encanto?
Se lamenta, só conhece o pranto.
Até este desse sertão castigado já fugiu,
O mesmo faz agora
O castigo encarnado Num corpo vil.

E mesmo sempre no limite,
Entre o sim e o não,
A alma não deixa a esperança
Fugir do coração.

Juliana Melo

És da Lua


Eu sou do mundo todo,
E ninguém quer ser meu,
Pertencer limita;
Sou lua sozinha,
Entre fazes
Desapareço,
Caminho,
Vou pra rua,
Escondo-me,
Toda nua,
Ressurjo:
Em fase sua;
Desapareço:
A fase é dele.
Tantas fases, todo mês;
Tantas fases, toda vida,
Hoje sua,
Amanha desaparecida,
Ainda assim nunca esquecida,
Pelo brilho, pela magia.
Olhos meus perseguindo
As fases do teu ser,
Sumido, enluarado,
Embebido na loucura
De a lua sempre pertencer.

Juliana Melo

terça-feira, 14 de julho de 2009

Invisiveis


Haviam carros de mais na garagem, conquanto naquela manha resolveu ir para o trabalho andando, afinal não ficava muito longe. Passou a mão nos longos cabelos negros e causou as sandálias de salto, ao descer de seu quarto que ficava no segundo andar do casarão entrou no cômodo subseguente, despediu-se da mãe com um beijo carinhoso e saiu, batendo a porta.
Aquela manhã dispunha de uma atmosfera diferente, o sol estava ameno e o vento deixava o clima ainda mais agradável. Sua rua era margeada por arvores dos dois lados, intercaladas com belos canteiros floridos. Saindo do bairro nobre e aproximando-se da empresa - que ficava proxima ao centro - o ambiente ia mudando: os barulhos automotivos ficavam mais evidentes, as pessoas passavam por ela e umas pelas outras sem se notar, já estressadas e apressadas aquela hora da manhã.
Alegre, ia caminhando com fones no ouvido, quando passou por um bar localizado à esquina, ainda estava fechado e no chão duas pessoas vestidas em trapos chamaram sua atenção, sustou por um instante a observá-los, parecia um casal, dormiam abraçados, como se buscassem nos braços um do outro o que não aviam encontrado nunca em lugar algum; sujos e desacreditados, mesmo dormindo seus semblantes eram de pesar, os corpos lívidos e estóicos. Vagarosamente foi recuperando os movimentos e voltara a andar; no momento em que tinha os olhos cravados naquela imagem, pensamentos mil rondavam-lhe o cérebro, o coração batia acelerado e quase podia sentir o sangue correr em suas veias. Atravessou a rua compungida, indagando-se, ha quanto tempo não via a realidade que a cercava; como aquilo a incomodava. Recobrou os pensamentos revolucionários de sua adolescência, os ideais utópicos de vida que alimentara nessa fase e que abandonara com o passar dos anos. Pensou o que Jesus faria se visse aquela cena, Se ao invés dela, quem estivesse passando naquele momento fosse Jesus, o que ele faria? – não querendo comparar-se, mas intencionando agir de maneira a ajudar de alguma forma aqueles seres invisíveis- que carregados de matéria ocupavam o chão nú de um boteco qualquer, com o pensamento criastão, originado pela criação ortodoxa que recebera, deduziu que certamente Jesus equânime, suscitaria peixes e pão para matar a fome daqueles infelizes, colocaria a mão em suas testas e estariam curados de qualquer escoria que lhes acercasse; mas certamente ela não era capais de obrar milagres e por isso continuou andando. Passos a frente, talvez iluminada por ele(Jesus) concluiu que ums sanduíches certamente dariam conta de acalmar o estomago daquele casal, ainda que não tivessem o sabor do alimento milagrosamente provido pelo mestre. Seguiu para o supermercado, precisava ser rápida pois eles podiam simplesmente acordar e ir embora. Comprou pão, presunto, queijo e achocolatado. Voltava rezando na intenção de que continuassem dormindo até ela colocar a comida ao lado deles e ir embora; não queria ser vista, e o motivo estava entre o medo e o respeito. Andando rapidamente com a sacola na mão, atravessou a rua e quando chegou a frente do bar... eles já não estavam mais. Sentiu-se esboroar. Mas porque eles não esperaram? perguntava, indignada, a si mesma. Após alguns minutos parada no meio dos transeuntes compreendeu: iam esperar pelo que? Por quem? Esperar até o dono do estabelecimento chegar e chutá-los dali? Pessoas como eles só tornam-se reais quando nos incomodam, nos atormentam ou nos machucam, e o tempo em que Jesus presenteava os fracos e oprimidos havia passado. Foram embora, e ela não podia imaginar para onde. A jovem seguiu seu caminho, com os olhos arrastando no chão e a mente na mais alta das montanhas.

Juliana Melo

Escravismo passional



Palavras belas,
Sem verdade nelas,
Enganas, ludibrias,
Não tens escrúpulo,
Promove falsas alegrias,
Distribuídas,
Espalhadas,
E todas elas
Tão enganadas.
Tuas palavras
Nada sinceras;
Com teu olhar
Tu encarceras
Em labirintos
Jogos de amor
Manténs a presa
Até que acabe a brincadeira.
A boca que beija
Tb espanta,
A fala mansa
É só façanha,
Já não me enganas
Mas me encantas,
E logo
Lembro
Do teu veneno
Então esqueço
Do meu desejo,
A tua esbórnia
Leva à escoria;
Nosso quadrívio
Ficou pra trás
Tu és
Fugaz de mais.

Juliana Melo

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Sempre, esse é o tempo da mudança.


Reaparece...
Empurrando-me no passado,
Como se surpreendesse,
Esse final inda possui um arrastado.

Acabado,
Esfacelado,
Memorado.
Parte de mim ficou em ti,
Parte tua inda vibra aqui.

Mas passou passado,
Passado findado;
As vezes relembrado.
Pela musica embalado.

Rimos,
Amamos,
Brincamos,
Enganaste,
Imaginei,
E acabamos acabando.
Sabe? Eu até esperei.

Pessoa como você,
Cabou meu bem querer,
Gente como eu,
Aah não esqueceu.

A amizade ficou,
Eu gosto de você,
E se tudo acabou
Não me deixei morrer.

Morre só vivencia,
Aprendi com a paciência,
Coração suscitou,
Tudo Passa, você passou.

Emirjo do mergulho,
Respiro e me seguro;
E reaprendo o significado
De: passou passado.

Sigo estrita,
Resoluta, decidida.
Feliz estou
E irei continuar
Hoje comprovei:
Já não podes me afetar.
Juliana melo

quarta-feira, 17 de junho de 2009

   O ambiente morno, a atmosfera terna, como uma semente alimentava-me galhardamente, muito mais de amor diferente do que uma vida comum pode fazer. Repentinamente fui jogado pra fora, me deparando com um ambiente frio e metálico, reconheci em mim uma capacidade de emitir sons, os quais revelavam a total repulsa àquela traumática experiência, aos poucos, sofregamente, aprendi que o amor não era mais suficiente, quase ininterruptamente precisava sentir em meus pequenos lábios aquele liquido quentinho, este, ainda que por um curto período de tempo, acalmava o eu estomago, concomitantemente sentia-me amparado pelos braços aconchegantes de minha mãe; não demorou muito e o leite cumpriu sua missão, cresci.
  Sobrevivi neste mundo, que me parecia hostil, por apenas 26 anos; caminhava letargicamente, enxergava os fatos e experiências apenas como borrões e dessa maneira não pude aprender nada com eles, sentia-me como numa cúpula de vidro, e preso por esta não podia entrar em contato com minhas lembranças passadas, nem com o real sentido de estar aqui, fui perdendo gradativamente as forças, e nem percebi - havia sido eu quem construíra aquela barreira- por vezes sentia um poder, acompanhado da capacidade de mudar, de aproveitar uma oportunidade... só não sabia bem qual era ela, aah fugazes momentos. Continuava aqui, eu não, meu corpo, um transeunte carregado de agruras. Dessa forma doei minha vida, e ela me foi levada. Nesse momento acometido pela clareza, compreendi, que o fio entre a alegria e a tristeza é muito fino e somos nós quem o terce, escolhendo de que lado ficar; que as coisas na vida tem a forma que resolvemos designar a elas; que o grande objetivo de estarmos aqui é crescer, muito alem do crescimento conferido pelo tão importante leite materno; que cabe a nós concertar os não acertos e transformá-los nos melhores professores; o amor que tantas vezes nos confunde em seu significado, é nada mais do que a verdadeira doação; que a paz e a alegria é construída por mãos humanas; que o medo não passa de ignorância; o escuro é igual ao claro só que com a luz apagada e mais importante do que isso é: basta um movimento para que ela se acenda; o preconceito, seja ele qual for, age escondido compungindo corações cegos e imaturos, assim como o meu, e tenho trabalhado todos os dias na tentativa de fazê-lo fenecer; tudo se origina da mesma matéria de forma que me entrego agora a natureza divina, materializada na forma  de uma for laranja, a qual me alimentará durante esses novos nove meses como um grão latente sob a terra.
   Dessa vez com mais sabedoria, coloco-me pra fora numa sala fria e emitindo um som que revela minha felicidade em estar novamente aqui, com os aprendizados no subconsciente e a vontade e coragem expressa nos olhos. Despeço-me dessa vez sem traumas, do ambiente morno, a atmosfera terna, como uma semente alimentava-me galhardamente, muito mais de amor diferente do que uma vida comum pode fazer.
Juliana Melo

terça-feira, 16 de junho de 2009

Passou, passado.

Eu só quero que sua memória não mecha mais com meu coração,
Só quero que teu sorriso não comprima meu peito,
Nem é questão de perdão,
Mas por mim preciso ter respeito,
Nunca senti nada assim,
E você ficará guardado pra sempre,
Mas eu já sei, não te quero aqui,
A partir de hoje vou tentar olhar pra frente,
Mas a saudade me mata,
É tão forte q massacra,
E suplico a Deus q te leve de mim.
Como posso amar assim?

A saudade vem com um gosto amargo
As estradas percorridas de forma indecente
Beijo pela musica embalsamado
Numa cama que não é da gente
Os olhares que se encontravam no meio do perigo
Palavras que só a gente entendia o sentido.
Mas teu sentimento era fugaz,
Por isso vou te deixar pra trás,
Espero que não sintas falta,
A preta já caminha por outra estrada.
Mas o coração, não consegue sair do lugar...

Juliana melo. 12/08


Ps.: Apenas o titulo é atual.
Aos poucos começava a sentir um estranho calor em novas estruturas que haviam se desenvolvido em seu corpinho, depois de observar um pouco notou que a elevada temperatura vinha de estranhos fios de luz que o rodeavam, a terra fria que abrigava-o no instante anterior foi dando lugar a uma atmosfera diferente, um tanto etérea, diria. Na tentativa de entender melhor o que se passava perguntou a uma enorme arvore que estava próxima, foram inúmeras as tentativas mas sem sucesso, a gigante parecia não escutar ou não entender o que ele falava, foi quando uma planta parecida com ele porem um pouco maior disse gaguejando que não adiantava, eles eram diferentes, não tinham pais nem mães, nem uma historia para contar, diferente dos outros seres, não podiam contruir uma família nem fazer filhos, e por mais que se esforçassem as outras plantas, os animais e nem mesmo uns excentricos bípedes que estavam sempre por perto podiam compreende-los. O pequenino perguntou
 _De onde viemos então?
 E escutou uma longa historia, cheia de bekers e erlenimaiers, pipetas, proteínas, pessoas com mascaras vestidas de branco e muita polemica.


terça-feira, 9 de junho de 2009

Subitamente flagrei-me recobrando aquela visão. seus olhos azuis, profundos, revelavam um ardor ígneo e cafajeste, quase sentindo na pele o toque suave logo a baixo da cintura e acima de onde não poderia pegar tão rapidamente.
Sei o quão próximos estávamos por sentir seu alito quente e sem cheiro na face, seu corpo esperava o meu retorno, esperava tocar-me mais intensamente, notei sua aproximação vagarosa ansiando a reciproca e mesmo que eu quisesse, por desejo ou por fome, algo me impedia. Eu nunca havia sentido aquela trava antes e reconhecia a ancia de satisfazer os meus próprios desejos. pude sentir meus lábios quase tremendo em virtude de uma vontade que originava-se de não do meu corpo mas do meu ego. Afastei-me. A razão pela qual saí daquele cômodo sem satisfazer minha carne e espírito era desconhecida, talvez fossem os últimos resquícios de decoro que eu ainda guardava, mas não, logo descartei essa possibilidade, também não poderia ser medo pois esse ainda que existisse funcionaria mais como afrodisíaco do que como inibidor. Eu não sabia e continuo não sabendo se esse “errado” vale a pena ser cometido. O que eu devo valorizar a ética ou a alegria felina e momentânea?
No fundo eu sabia que mais cedo ou mais tarde a profanação luxuriosa se concretizaria. na verdade mais cedo do que tarde. Eu sentia por aquele homem uma atração ignomínia que por vezes confundia-se com repugnância e transpirava sensualidade.
O corpo maduro, o porte elegante, a oratória eloqüente e principalmente a excentricidade que o proibido carregava em seu significado, o sentimento de que apenas eu poderia fazer aquilo, apenas eu seria capais de despertar nele um desejo tão intenso que o faria romper com seus princípios e olhar a prudência de forma irrisória, talvez isso me fizesse sentir mais importante, única e poderosa. Porem, no meu intimo eu sabia que homens assim crescem como uma praga e a única singularidade que eu poderia conquistar seria a consciência de que única eu não era. Seria umas das muitas, ainda poucas, tomadas pelo orgulho pecaminoso que o profundo azul misterioso marinho podia despertar, e levar pro fundo de si como faz canto enfeitiçado das sereias.

Juliana Melo

sexta-feira, 29 de maio de 2009


Ao acordar viu-se obrigado a sobreviver a mais um dia de sua vidinha comum e cheia de agruras, a seu ver, tomaria banho tentando despertar e sem sentir as caricias que a água morna fazia em seu corpo lânguido, sairía do banho da mesma maneira que entrou. Como tinha dormido de mais - isso já tinha se tornado costume - não tería tempo para tomar o delicioso café que a sua mãe sempre solicita havia preparado. Saíra de casa, desanimado com a maleta de couro na mão, pensava como seria ruim ter que enfrentar aquele trânsito e logo após aturar o manobrista da empresa que estava sempre com um bom humor irritante o qual ele não sabia de onde vinha.
Ao chegar em sua sala, a secretária o informaria sobre uma reunião que fora marcada em cima da hora, irritado com a suposta falta de organização deu-a uma resposta ríspida e a mandou sair. Após murmurar um pouco e ler ums documentos de forma apressada e impaciente, saíra irritado para beber o café que já estava frio as 8:30 da manhã, fazia aquilo todos os dias como forma de escapismo, tentando encontrar nos goles de café algo que ele sabia ter perdido ao longo dos anos. Desanimado, voltava a sentar-se em sua enorme e confortável cadeira mais mal humorado ainda pela frustração que carregava; perdido em pensamentos lembrava dos seus sonhos de menino e indagava-se porque não tinha corrido atrás deles, porque não tinha se tornado bombeiro ao invés de um executivo que não sabia mais onde enfiar tanto dinheiro, perguntava-se porque via tantos problemas naquela mulher que todos diziam ser maravilhosa... embriagado pelas decepções, arrependimentos e insatisfações uma lagrima silenciosa banharía seu belo rosto, escondido entre a barba por fazer, quando outras teimosas começaram a seguir a primeira enxugou o rosto reprecivamente, passou a mão nos cabelos negros e disse a si mesmo
- deixe de besteiras homens não chor...
Fora interrompido por três batidas leves na porta, era a secretaria avisando que a reunião começaria em breve.
Juliana Melo

terça-feira, 26 de maio de 2009


Achas os meus sonhos absurdos?
Será que sou exigente de mais?
Se os teus sonhos são escuros
Os meus são claros, é voraz.

Desejo o que mereço,
Espero mas não padeço,
Vôo alto em pensamento
E não caio pro seu alento.

Vejo em breve
Minha vontade ser real,
Assim como a neve
No hemisfério austral.

Beijos, aprovações, amores,
Minha vida não abre espaço pra temores,
Sigo caminhando ou correndo
Alcançando e libertando sentimento.

Se não é hoje é amanha,
Faço do meu canto a canaã,
Vejo a beleza manifestar-se no mais efêmero.
Movimento...

Tenho muito a aprender,
Não nego nem esqueço,
Mas sei q posso conseguir
Tudo aquilo que mereço.

Se sinto a alegria no mais banal
Posso assim tornar
Minha maior felicidade
Cada vez mais real.
Juliana Melo

sábado, 23 de maio de 2009

O fugido brilho de uma lembrança passada.

O céu cinzento devora a luz, e eu estóica segurava um pedaço de papel nas mãos e a palavra nos lábios, deixei escapar um som o qual eu mal podia distinguir, a palavra que debulhava-se no vento era: saudade. sentia um misto de alegria e resignação, e a tensão enrijecia meus músculos, ao passo que uma lágrima solitária banhava meu rosto, um leve e sutil sorriso começou a se desenhar em minha face. Eu havia entendido o quanto era importante cuidar de tudo que amamos, seja das amizades ou qualquer outra coisa, eu havia entendido que não queria e não podia deixar a vida passar e ir carregando com ela uma série de arrependimentos, eu não podia me deixar viver sem aproveitar da melhor forma o que pra mim se apresentava, pois a vida passa muito rápido especialmente a parte que vale a pena ser vivida; nós existimos enquanto alguém se lembra de nós e eu não queria deixar de existir. Reencontrei pessoas que fizeram parte da minha história, ajudaram a construí-la e mesmo longe hoje, são inesquecíveis; lembrei de outras que apesar da distância estão sempre por perto; outros que chegaram de repente e já estão solidificados; abracei e beijei amigos que não durarão mais que um suspiro e entreguei meu coração aos que estarão sempre em mim, vi coisas que não queria, mas que fazem parte, e senti meu coração apertar com isso, às vezes se acha que não importa mais nada e tantas vezes nos enganamos, você vai ficar marcado pra sempre...
Dancei, sorri, brinquei, me emocionei, quase não acerto os passos ensaiados uma única vez, mas foi tão bom; doses cavalares de endorfina corriam pelas minhas veias e me fizeram mergulhar numa seção nostálgica de memórias banhadas de sorrisos e confidências, o cérebro não distingue imaginação de realidade, levando-me nesse instante pra algum lugar no infinito, aquele que não tem começo nem fim...assim como tudo que vivemos juntos, as loucuras, bagunças, gargalhadas, confusões, brincadeiras, correrias, tristezas as quais juntos sempre conseguimos fazer desvanecer. Assim entrego meus sentimentos aos braços amorosos da vida pra que ela me ajude a cuidar e fazê-los crescer saudáveis, com a esperança de conseguir torná-los um pouco menos fugidos.
Juliana Melo