sábado, 18 de julho de 2009
Fuga sertaneja
Uma luz brilha no céu.
Reflete sua sombra lânguida no chão.
Sob o sol acachapante do sertão,
Segue caminhando uma magra silhueta.
Será que busca pão?
Será que na mão leva uma caneta?
A quilômetros esta a escola mais próxima,
Carente até de porta,
Mais distante ainda está o alimento.
O corpo segue carregando,
Sobre o ombro o desalento.
Não se sabe para trás o q está deixando
Talvez não haja nada para deixar.
Onde mora o encanto?
Se lamenta, só conhece o pranto.
Até este desse sertão castigado já fugiu,
O mesmo faz agora
O castigo encarnado Num corpo vil.
E mesmo sempre no limite,
Entre o sim e o não,
A alma não deixa a esperança
Fugir do coração.
Juliana Melo
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lindo: A alma não deixa a esperança
ResponderExcluirFugir do coração.